As mãos tremem agarradas aos joelhos. Sentado, o corpo exausta-se
e a testa começa a transpirar. Um desejo instilado emerge como se fugisse de
dentro para fora de nós. A vontade toma forma e afronta impelindo a consciência,
que alerta mediante a inteligente advertência. Os olhos cegos e baixinhos, submersos
num torpor, não enxergam senão o vulto da tentação. O cérebro plastificado caça
a primeira dopamina com que se possa distrair ao suprimir aquela mais imediata
e impulsiva. O coração acelera, os pelos dos braços e pernas se arrepiam, a
barriga doí da ansiedade; é chegada a hora da decisão.
Tríduo Pascal; a tentação do pecado é mais forte, e o mérito
de vencê-la e a prova de amor maior.
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