O professor Olavo de Carvalho
numa das suas aulas do curso História Essencial da Filosofia (aula XIII; Filosofia Cristã), o eterno segundo
Boécio é definido pela "posse plena e simultânea de todos os seus
momentos".
Eu generalizo a definição para o
conceito de infinito. O infinito mesmo. Que não é outra coisa salvo infinito.
O infinito é eterno. O infinito é
eternidade. O infinito não meramente quantitativo, mas metafísico, que cá se
confunde com eternidade —, é segundo Boécio a posse plena e simultânea de todos
os seus momentos.
"Todos" significa 'cada
um'. "Todos os momentos" significa 'cada momento'. "Posse plena e
simultânea de todos os seus momentos" significa 'posse plena e simultânea
de cada momento'. "Todos os momentos" é a contingência. Passado,
presente e porvir.
Portanto, a contingência é todos
os tempos abaixo da eternidade, que por cujo caráter infinito abarca a
contingência.
A eternidade está para o infinito assim como a contingência está para o finito, ou tempo — momento.
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